quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A PRÓXIMA GUERRA

(Segue abaixo o relato de Mara Silvia Alexandre Costa, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata-se de um Brasil que a gente não conhece)

As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui. Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução. Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai.
Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.

Na única rodovia que existe em direção ao Brasil que liga Boa Vista a Manaus, (cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente 200 km da reserva indígena Waimiri Atroari por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.

Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.

Detalhe II: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar... A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas.

É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para expo rtar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc, medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode

se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia.

Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: É os americanos vão acabar tomando a Amazônia - e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes.. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: Irão, não, minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa. A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas.

Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico.Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada,principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático). Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano , pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares. Pergunto inocentemente às pessoas; 'Porque os americanos querem tanto proteger os índios?'

A resposta é absolutamente a mesma; porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO. Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de Socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.. Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa? Acho que sim. Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.

Mara Silvia Alexandre Costa, Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag. Patog. FMRP - USP

Opinião pessoal: Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.

Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra.

Conto com sua participação, no envio deste e-mail..
Celso Luiz Borges de Oliveira, Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP

Tel: (19) 3233-1840 Celular: (19) 9136-6472

domingo, 10 de janeiro de 2010

PORANGATU CONTRA A DENGUE

A Câmara de vereadores foi parceira de um grande mutirão que aconteceu, sábado(9), na cidade de Porangatu. Participaram ainda, representantes do governo municipal, saúde pública, defesa civil, corpo de bombeiros, sociedade organizada e voluntários.
O arrastão, contra dengue, vistoriou casas e especialmente terrenos baldios, para localizar e destruir possíveis criatórios do mosquito aedes aegÿpti, transmissor do vírus da dengue.
Para levar à frente esse mutirão, a cidade foi dividida em 04 equipes, todos sob estrito regime de coordenação compartilhada, que foram visitados por voluntários devidamente identificados, em busca de receptáculos em que o mosquito possa depositar seus ovos. “Nosso alvo é a conscientização, para quem o próprio cidadão pode e deve dar a sua colaboração, neste momento”. Explica o Presidente da Câmara de Vereadores, Genilto Carlos(PSB).
O Vereador Pedro Almeida(PSC),lembrou que “cada um pode estar salvando uma vida, ao contribuir para impedir o avanço da dengue em Porangatu, todo mundo agindo junto para combater a dengue,lembrando que a dengue é perigosa e pode matar”.
Também, atuo em uma das frentes de apoio deste mutirão o vereador Silvestre Leal (PMDB).

TEATRO NA CAMPANHA CONTRA O MOSQUITO

A cultura é um dos instrumento utilizado para vencer a luta contra o mosquito da dengue. Através de apresentação teatral, os agentes de Saúde, Marcio Arruda e Alirio Rocha, em trabalho voluntário, estão apresentando, a peça, “Romão o Surjam”. As apresentações estão sendo realizadas em escolas, universidade, igrejas e nos bairros de Porangatu.
Sexta-feira(8), os atores, apresentaram a peça no rua Cobiniano Rodrigues Teles(conhecida Mauá), Setor São Francisco. O Presidente da Câmara Municipal, Genilto Carlos(PSB),acompanhado dos vereadores,Pedro Almeida(PSC),Silvestre Leal(PMDB) e assessora do Vereador Tunico da Ambulância(PSB), Adriene Gomide.
Essa iniciativa é apoiada pela Câmara de vereadores, que entende ações culturais e educativas para conscientizar a população sobre os riscos da doença e a necessidade de combate ao Aedes aegypti.
“A ideia é usar a arte para levar a mensagem sobre as formas de combater o vetor e de conter a dengue, mas também queremos criar na população a cultura de adotar, não só no verão, mas durante todo o ano, certas providências para proteger suas casas e a comunidade” lembra, o vereador Silvestre(PMDB).