segunda-feira, 30 de março de 2009

Historia do rádio em Porangatu

A história que você vai ler foi extraído dos manuscritos da monografia do auto do blog.


A primeira emissora de Porangatu foi a Rádio Educadora que funcionou, na Rua 9, próximo ao Laboratório São Paulo, na casa do Antonio Naves “conhecido Tonico”. Ele alugou o prédio e a rádio funcionou ali durante uns 6 anos: A Rádio Educadora entrou no ar no dia 22 de dezembro de 1979, e a primeira propaganda a ser veiculada, foi a do Supermercado Kambuatá.
Ivan Vieira foi o primeiro a comunicar no rádio porangatuense, outros profissionais fizeram parte da primeira equipe de funcionários da emissora: Donizete Santos, Marcilio Vicente, posteriormente Taquaral, Gil Gomes, o Zoroastro Augusto, Francisco Feliciano, Gerson Santos, Maria Helena Pinheiro (Leninha Pinheiro), que foi a primeira mulher no radio porangatuense, entre os sonoplastas da época citamos o Celso César “Celso Blues Boy”, e o Célio Rezende, entre outros importantes profissionais que passaram pela emissora.
O rádio em Porangatu, desta forma, pode ser visto, além do legado dos que o fizeram (e fazem), propriamente, através deste registro para que possa ser recuperada esta história através de pesquisas e escritos. Pode-se dizer, assim, que a relação do veículo com a comunidade, ao longo de sua trajetória, tem sido de importância. De tal forma, os porangatuenses não podem se contentar apenas ouvir e fazer rádio, mas, também, recuperar e preservar a sua memória.
Os primeiros comunicadores do radio porangatuense. Encantavam, divertia, e lia as notícias trazendo informações para a nossa gente, faziam prestação de serviço através de notas de utilidade pública, os anúncios fúnebres, as propagandas, os recados, as músicas e seus cantores.
O locutor não improvisava, era tudo escrito e lido com uma voz empostada, o que dava um ar solene e distanciado à comunicação.
Logo houve uma resposta dos ouvintes começaram a escrever cartas, telefonar e visitar a emissora, o cenário mudou. Os locutores não se sentiram mais solitários e fechados no estúdio. Eles tinham a oportunidade de conhecer de perto as pessoas que se encantavam com o seu trabalho. Estava surgindo um novo jeito de se comunicar.
O país vivia um período de ditadura militar, e a censura era muito grande. Era muito difícil fazer rádio naqueles tempos.Os meios de comunicação social, como as emissoras de rádio, televisão, jornais e revistas, tiveram de se adequar a uma série de normas e ordens advindas de Atos Institucionais, ofícios, telegramas e recomendações por escrito, endereçadas diretamente às direções dos veículos, numa demonstração clara de que estava instituída uma rigorosa forma de controle sobre as informações que deveriam chegar à sociedade.
Todas as pessoas que lidavam de alguma maneira, com a opinião pública, radialistas, jornalistas, professores, intelectuais e artistas, ficaram sob suspeição do regime militar.
Obras de todas as formas de arte; música, teatro, cinema, literatura, artes plásticas etc, eram censuradas, havia repressão a artistas e tolhimentos à informação e à ficção nos meios de comunicação social, da telenovela aos noticiários de rádio. Toda a sociedade civil autônoma também se tornou suspeita, em especial líderes trabalhistas e rurais, estudantes e membros da Igreja.
Os anos passaram a rádio se popularizou, programas bem ouvidos, com boa penetração, A Educadora operava no período do dia com 1.000 Watts e a noite 500WATTS, a rádio era ouvida em toda essa região que hoje é o Tocantins, Paraíso do Norte, Ilha do Bananal, toda essa região ouvia a rádio Educadora de Porangatu, como não tinha outra emissora na região ela acabava funcionando com liberdade e maior penetração.
No começo de 1985, o empresário Dinuamérico Silvino de Oliveira Neto, comprou a concessão da rádio e as instalações, que já estavam funcionando, na Avenida Floriano Peixoto, nº. 17 na cidade velha, que era antiga residência do Pedro Pereira Cunha mudou a freqüência da radio que passou para ondas medias, mas com 10.000Watts, colocando o sistema irradiante na BR 153, e ai criando uma nova mentalidade de rádio, uma nova etiqueta, a rádio antes era 1.480 KHz a freqüência e passou para 850 KHz com o nome de Rádio Tropical AM, com duas torres, uma levando o sinal até certo ponto e a outra fechava o sinal, abrindo sinal em todos os sentidos, norte,sul, leste e oeste.
Segundo relatos do locutor Ivan Vieira tudo era feito, dentro da Rádio Educadora e de uma forma familiar, naquela época não tinha telefone direito, interurbano, internet, todas essa ferramenta disponíveis nos dias atuais.
Foi um tempo em que fazer rádio era muito mais uma paixão, e não uma profissão, o processo era quase artesanal: todas a noticias eram colhidas por radio. Através, das rádios; Globo, Tupi, Record, o redator-noticiarista, Francisco de Assis, copiava ou gravava e fazia a produção da noticia, com a linguagem da região e de hora em hora o noticiário da Rádio Educadora e depois Tropical Noticias.
A rádio Nova Era FM, segunda emissora da cidade, segundo Ivan Vieira, foi fruto de muita mobilização política para se ter êxito na concessão da emissora e o mesmo afirma que graças a vinda do então Presidente da Republica José Sarney é que se tornou realidade, no mês de dezembro de 1987, um telegrama da Presidência da República chegou, informando que a concessão era para a Rádio Galileia Fm de Porangatu, então começaram a montar a rádio, e no dia 05 de abril de 1990, a Rádio Nova Era, foi inaugurada, tendo como a primeira música a ser tocada do “Elton John, Careles Whisper”.
Em breve falaremos dos pioneiros do radio porangatuense

segunda-feira, 23 de março de 2009

IVAN VIEIRA UMA REFERENCIA DO RADIO

Esta semana você vai ouvir um relato completo como tudo começou no radio porangatuense.

Lamentavelmente, hoje tem muita gente brincando de fazer radio. Neste áudio que vamos publicar no blog nesta semana, você vai saber como tudo começou no radio e como foi importante o idealismo do jovem Ivan Vieira. Estou concluindo a edição deste áudio que tenho no acervo pessoal.

Aguarde, uma historia para ouvir e saber sobre o nosso radio, que já foi muito bom e respeitado. Bom hoje alem de brincarem de fazer, não estão sabendo fazer. E olha que há 20 anos atrás não tínhamos esta ferramenta potente que é a Internet. Tudo era difícil, mas era apaixonante fazer radio. Ainda bem que o Ivan Vieira insiste esta no ar, pois sem ele no ar, o radio seria uma sintonia monotoma.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Momentos inesquecivéis do nosso carnaval

Os jovens dos anos 80 e toda sua alegria, mostrando que era possível se fazer um carnaval diferente no então médio norte goiano, na cidade das belas paisagens/PORAN - GATU.


REPITO: Precisamos pensar o PORANFOLIA/2010